quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Cap.4


Minha cabeça estava rodando. Era coisa demais para pensar de uma só vez. Meu estomago roncou e lembrei que não tinha comido nada o dia todo.
_Preciso de um banho._ falei me levantando ainda agarrada na colcha da cama. Peguei uma roupa no armário e fui para o banheiro. Meu banho foi curto, novamente tentava ignorar as exigências da minha pele que estavam mais brandas, como que pela metade, mas ainda era muito incomodo.
Saí do banheiro, já vestida e parei na porta.
_Está com fome? Quer comer alguma coisa?_ fiquei impressionada de como já me sentia tão à vontade com alguém que tinha acabado de conhecer. E que sabia que não era exatamente um humano. Seu rosto se iluminou como de uma criança ao ver doces.
_Estou sempre com fome._ ele disse sorrindo.
_Vamos para a cozinha vou ver o que dá para fazer rápido. Também estou com muita fome.
_Você é mesmo, ainda mais linda com esse contraste da sua pele morena e os cabelos negros com o azul dos seus olhos_ Victor disse depois de comer todo o macarrão com salsichas de seu prato sem tirar os olhos de mim.
_Fico curiosa._ falei depois de engolir o macarrão da minha boca_ Qual era o nome dela?
_Era Helene._ ele disse sorrindo _ Por algum motivo sempre é.
_Filha! Cheguei._ Minha mãe chamou da porta e imediatamente nos encontrou na cozinha, já que a casa era pequena demais para dar tempo de pensar em esconder Vitor dela._ Oh, você tem visita._ ela olhou espantada para Victor que já se levantava para cumprimenta-la. Ele estava perfeitamente calmo e casual. Um desespero tomou conta de mim. Como eu iria explicar a presença dele na nossa cozinha? E eu não queria explicar nada. Queria minha mãe bem longe dessa loucura toda.
_Como vai senhora? _Victor segurou sua mão de um jeito cortes e encantador. Cheguei a pensar que ele beijaria sua mão como fez comigo da primeira vez, mas não. _ espero que não se importe com a minha visita.
_Claro que não._ mamãe disse surpresa com sua formalidade fora de moda. _ Não me chame de senhora, por favor. Pode me chamar de Claudia.
_Claro. Claudia._ o nome tão comum da minha mãe ficou requintado e charmoso nos lábios de Victor.
_Sua filha faz um macarrão maravilhoso._ ele sorriu pra mim. Eu ainda estava paralisada.
_É. Ela cozinha muito bem. _Mamãe estava distraída me olhando interrogativamente tentando desvendar o que estava acontecendo ali.
Nesse momento alguém bateu na porta. Eu me apressei em ir abrir e fugir temporariamente daquela situação embaraçosa. Quando abri a porta tomei um susto que bambeou minhas pernas e quase caí. Era Sebastian. Com seu melhor sorriso “sou perfeito demais para ser humano” no rosto.
_Desculpe meu atraso._ ele disse em voz alta e eu sabia que era para minha mãe ouvir._ Posso entrar? _ isso era pra mim. Ele queria saber se eu queria sua companhia.
_Claro. _respondi desistindo.
_Obrigado._ ele foi direto até minha mãe e a cumprimentou com a mesma reverencia que Victor tinha feito.
_Senhora. É um prazer revê-la.
_O prazer é meu. _ ela não parecia se lembrar do nome dele_ Me chame de Claudia também, por favor._ ela emendou. Mamãe não era tão velha para ser tratada de senhora e não queria se sentir assim também.
_Claudia._ Sebastian deu seu sorriso encantador para ela, que tremeu um pouco. Percebi que aquele efeito não era só em mim.
Olhei para Victor com receio de que ele fizesse uma cena na frente da minha mãe por causa da intromissão de Sebastian, mas ele não transpareceu nenhuma insatisfação.
_Desculpe a invasão na sua casa Claudia_ Sebastian continuou_ Mas, estando Rafael impossibilitado de receber visitas, a única pessoa que conhecemos na cidade, além dele, é Helene. Por isso viemos passar um tempo de qualidade com essa simpática moça, enquanto esperamos notícias de nosso amigo. _ ele olhou para mim. _ espero que não estejamos sendo inconvenientes.
_Não. Podem ficar a vontade. _ela estava visivelmente encantada com ele e sua voz estava um pouco tremula_ Você está com fome? Parece que Helene e seu amigo não te esperam para comer. _mamãe me censurou.
_Na verdade a culpa foi minha. Eu parei em um lugar que me trazia boas recordações e me atrasei, mas não tenho fome. Victor já conhece bem os meus hábitos alimentares._ eu olhei chocada para ele.
_Então de onde vocês são?_ ela perguntou enquanto recolhia os pratos da mesa e levava para a pia.
_Pode deixar isso comigo mãe._ eu falei, mas ela se recusou.
_Deixe que eu limpo filha. Vá dar atenção aos seus amigos._ Os olhos dela estavam claros e sinceros então eu deixei. _Vocês não são brasileiros são?_ ela continuou, curiosa como sempre.
_Na verdade não._ Victor respondeu_ Eu sou da Escócia.
_Que interessante! E você Sebastian?_ fiquei surpresa por ela ter se lembrado do nome.
_E eu moro na Transilvânia. _ Sebastian disse e nós duas nos viramos para ele.
_Como o Drácula?_ mamãe disse meio sorrindo.
_Sim, como o Drácula. _ ele sorriu de volta, mas seus olhos debochados estavam em mim. Desviei os olhos dele. Já era constrangedor demais estar na mesma cozinha que ele, Victor e minha mãe. Não de mais aquilo. Eu queria sair gritando.
_Mas vocês vêm muito para o Brasil? Porque o português dos dois é impecável. Notei apenas um leve sotaque e alguns modos que não estamos acostumados a ver nos jovens daqui.
_Bem, não viemos tanto quanto gostaríamos. _Victor respondeu_ Sebastian ainda tinha seus olhos fixos nos meus. Estava ficando difícil ignorá-lo. Meu rosto estava ficando quente assim como restante do meu corpo.
_E como se conheceram. Nunca soube que Rafael tenha saído do país. _ Mamãe estava muito interessada na vida dos rapazes para o meu gosto. Ela era uma conversadora e muito curiosa. Eu tinha que tira-los de lá de algum jeito.
_Fazemos um intercambio cultural de vez em quando. Conhecemo-nos assim.
_Agora chega de perguntas mãe. Isso está parecendo a Santa Inquisição. _ saí da cozinha sem poder conte mais meu nervosismo _ Vamos ver o mar rapazes, a noite parece estar linda lá fora. _ eu chamei e fui para fora. Ouvi minha mãe consentir que fossemos e os dois pedirem licença a ela antes de me seguirem.
_Sua mãe é quase tão adorável quanto você._ Sebastian pegou em minha cintura enquanto eu caminhava na areia.
Ouvi um raspar de garganta intencional atrás de nós. Sebastian que me sustentava pela cintura, nos virou para olhar para Victor. Ele nos olhava passível.
_Você ainda está aí?_ Sebastian perguntou sarcástico.
_Quero te perguntar uma coisa._ Victor cruzou os braços a frete do peito. Fúria chispava entre os dois agora. Sebastian me soltou e o encarou também com os braços cruzados. _O que você está tramando dessa vez Sebastian?
_E do que você está falando Victor?_ Sebastian disse forçando uma voz calma.
_Não me venha com essa de inocente._ Victor explodiu_ Você sempre estraga tudo tentando tirar maior vantagem nas coisas. Se você não tivesse matado o outro lobisomem talvez ela não tivesse que passar por isso agora. Um lobisomem maduro não ia ataca-la daquele jeito. E sabendo como você é doente, imagino que observou o ataque do lobisomem sobre ela calmamente, o deixando chegar aos extremos, só o parando no último minuto sabendo no que acarretaria isso para ela. Eu só me pergunto por que Sebastian? Por que fez isso com ela?_ ele estava furioso. Sua voz não chegava estar alta, mas era muito intensa, como se mudasse a atmosfera ao seu redor.
_Primeiro, sua ignorância não o permite saber que a Pura sempre terá um lobisomem jovem que vai crescer com ela. Ganhar sua confiança e ser seu protetor desde a tenra idade. Segundo, você está certo. Eu vi o ataque, eu estava observando eles ha alguns dias. Consegui encontra-la usando um feitiço de uma bruxa. Mas eu tinha que deixa-lo fazer o que tinha que fazer. Nem era para eu estar aqui, então não esperava ter que interferir. Até que vi que o idiota não ia parar. Se eu não estivesse lá, se eu não tivesse encontrado Helene antes do tempo de ser chamado, você sabe que ela estaria morta agora. E nem eu, nem você e nem o lobisomem teria a chance de ser escolhido outra vez. Acho que o destino acabou por me redimir do meu erro do passado não acha?
_Morta? _ a palavra escapou da minha boca.
_Sim. A virgindade da Pura também é algo sagrado que não pode ser dividida entre os três, então se um tomar para si..._ Victor não foi capaz de completar a frase, mas eu entendi o que ele não conseguiu dizer. Ele se virou novamente para Sebastian que ainda irradiava fúria _Mas porque ainda não a tocou como devia? Aonde quer chegar com isso?
_Você é inacreditável, Victor! _Sebastian ergueu suas mãos para o céu como se desistisse de argumentar com uma criança._ Viu o que aconteceu quando eu apenas beijei a Pura. Agora que você mesmo já teve de Helene o que é de SEU direito_ ele enfatizou a palavra_ Seu, porque eu duvido que ela fosse escolher qualquer dessa merda pra ela, se tivesse uma chance. Então agora que já sentiu como é intenso tê-la nua sob seu corpo e toca-la daquele jeito sem não poder toma-la totalmente para si, multiplique isso por mil. Tente imaginar isso com o agravante de um instinto muito mais forte que o seu e mais a sede sufocando sua garganta._ Sebastian passou sua mão pelo cabelo exasperado _ Acho que você não seria capaz de imaginar, seus instintos humanos são uma ninharia diante do poder que tem os meus. Por isso só consegue disser besteiras, humano idiota!_ Victor não respondeu. A atmosfera era insuportável. Peu coração estava dando saltos.
_ Isso pode ser verdade. Mas não se esqueça que eu conheço sua mente Sebastian, e sei que você poderia suportar se você quisesse. _ ele não esperou a resposta de Sebastian. Apenas acenou para mim e saiu com passos lentos pela noite. De repente eu não podia mais vê-lo. Eu fiquei lá congelada no lugar, tentando assimilar o que tinha acabado de ouvir. Toda aquela confusão me fez sentir saudades do meu amigo Rafa e da paz que ele me fazia sentir só por estar perto de mim. Concluí com pesar que, talvez aquela nossa amizade nunca mais fosse a mesma.
Sebastian continuou parado onde estava ao meu lado, mas sem olhar para mim.
_Ele acha que você faz isso para ter mais de minha atenção._ sussurrei.
_E está funcionando?_ ele disse com a voz ainda rouca pelo recente acesso de raiva.
_Acho que sim, de certo modo.
_Isso é bom. Mas saiba que eu estou enlouquecido de vontade de tocar você como eles fizeram. Mais do que você precisa disso.
_Você matou o Lobisomem? Por quê?
_ Ele não conteve sua raiva quando viu a Pura morta e me atacou._ ele ergueu os ombros como se isso explicasse tudo._ eu balancei a cabeça e esfreguei meu rosto tentando limpar minha mente daquela confusão toda.
_Sebastian. _ chamei e ele que se virou para mim. Seus olhos tinham algo diferente, suas pupilas estavam levemente dilatadas e seu azul era sombrio. _Poderia existir algum jeito de acabar com isso? Quero dizer, você conhece uma bruxa que parece ser muito poderosa_ me senti meio ridícula dizendo isso _ Talvez ela consiga nos livrar dessa maldição.
_Maldição? _ ele pareceu confuso.
_Sim. Essa coisa de eu ser a Pura e de ter vocês... presos a mim. E todo esse feitiço que exerço nos homens._ comecei a ficar agitada_ E se ela puder nos livrar de tudo isso? _ senti uma esperança me inundando com essa ideia.
_Helene, isso não é uma maldição._ ele chegou muito perto de mim e segurou meu rosto com as duas mãos. Seu hálito doce tocou minha língua fazendo meus olhos fecharem imediatamente, antecipando o prazer do seu gosto. _Isso é o que você é._ ele disse baixinho. _ eu perdi minha linha de raciocínio. Estava queimado novamente. Esperei pelos lábios dele nos meus, mas eles não vieram. Uma frustração extrema me dominou e eu gemi.
_Por favor._ Implorei baixinho.
_Por favor, o que Helene?
_Por favor, me beije. _ele suspirou forte, quase grunhindo.
_Prometa ficar quietinha._ ele estava decidindo.
_Sim, por favor. _Sebastian se aproximou muito lentamente. Ele tocou seus lábios macios nos meus tão devagar que eu quis puxá-lo para mim. Sua língua escorregou docemente na minha boca e era maravilhoso. Era o melhor, eu podia jurar. Não poderia existir um beijo tão saboroso quanto o beijo daquele vampiro. Lutei para me manter imóvel como ele me pediu, mas foi em vão. Eu agarrei em seus cabelos negros e sedosos. Colei meu corpo completamente no dele e o beijei tão ferozmente quanto me foi possível. Nenhuma quantidade daquilo me seria suficiente. Eu queria mais, muito mais. Porém, ele me afastou. Seus braços fortes como aço me tiraram dele, deixando-me insatisfeita.
_Desculpe. _ eu disse, mas não conseguia me sentir realmente arrependida. Eu estava arfando. Meu sangue corria nas minhas veias, quentes como larva de vulcão. Imaginei que se eu podia sentir isso, ele sendo um vampiro, estaria ainda mais consciente do meu sangue. Seus olhos ainda estavam fechados e ele me mantinha presa na distancia de um braço. Quando ele abriu seus olhos eles estavam ainda mais transformados. As pupilas tinham tomado todo o azul em volta. Eram completamente negros. Aquilo me assustou um pouco. Foi a primeira vez que Sebastian não pareceu humano para mim. Mas passado o susto, senti uma curiosidade, ou seria um interesse de ver se ele teria presas. Estranhamente esse pensamento aqueceu ainda mais o meu sangue.
_Você não ficou quieta._ ele concluiu.
_Eu sei, me desculpe, eu... eu não consegui._ admiti constrangida.
_Isso é bom._ ele disse com um breve sorriso no canto dos lábios. Pensei ter visto uma pontinha de suas presas e meu coração pulou.
_Bom? Não entendo.
_Sinal que você gostou._ ele já estava quase refeito. Sua respiração estava uniforme e seus olhos estavam normais de novo.
_Você parece satisfeito.
_E estou._ ele disse soltando finalmente meus braços. Respirei fundo me avaliando. O formigamento nos meus lábios tinha cedido, mas ainda restava todo o resto.
_Imagino o porquê?
_Você continua viva. _ ele sorriu travesso. Não tinha nenhuma presa e fiquei um pouco decepcionada.
_Oh. Entendi. _ Virei-me e fui em direção ao mar, ele me seguiu. Sentei-me na areia, aonde as ondas chegavam devagarinho.
_Será que ela poderia?_ eu continuei no assunto de antes dele me distrair com o beijo.
_ Não acredito que ela tenha poder para isso, além do mais Katherine é muito caprichosa e só faz o que é de seu interesse._ ele se sentou ao meu lado. _É tão ruim assim para você? Quero dizer, ser cortejada por todos os machos e ainda ter o melhor de cada raça para e escolher. Isso parece ser o desejo de todas as mulheres que já conheci.
_Não quero nada disso. Quero ser normal._ nesse momento Sebastian se levantou. Olhei para ele que estava olhando para longe. Busquei ver o que ele estava vendo, mais levou mais do que alguns minutos para que eu pudesse identificar que vinha alguém em nossa direção. A expressão no rosto de Sebastian era ilegível. Levantei-me aturdida. Senti um frio correr na minha espinha quando reconheci que era Rafael que vinha para nós. Ele parou a muitos passos de distancia. 
_Vou deixar vocês conversarem._ Sebastian falou ainda olhando para Rafa_ Estarei por perto. _ ele desapareceu.
Rafael deu mais alguns passos, mas parou ainda distante de mim. Movi meus pés para alcançá-lo, mas quando a imagem do monstro que ele tinha se transformado veio em minha mente eu parei. Eu não sabia o que sentir. Tinha saudade e carinho por ele, mas também tinha medo.

_Helene me perdoe._ ele disse e caiu de joelhos. _ sua voz era fraca e seu rosto estava cansado. Seus olhos castanhos estavam derretidos de emoção. Eu quis abraça-lo e tirar todo aquele sofrimento dele. Eu o amava. Tinha certeza disso. Sabia também que ele não tinha me atacado por vontade própria, mas não conseguia ter a mesma confiança de novo. O medo que ele me atacasse de novo era muito forte. _ eu não vou mais ferir você. Eu juro._ ele suplicou _ Eu só não estava preparado para controlar aquilo. Agora já posso. Não tenha medo de mim. Perdoe-me eu te imploro, não sinta raiva de mim.
_Eu... Eu não tenho raiva de você Rafa._ era verdade _ Como você está? Por onde andou?
_Por favor não se preocupe comigo. Não é para ser assim. Só você importa e eu era para te proteger. Estou fazendo tudo errado._ ele estava derrotado. Caminhei para ele ordenando cada movimento de minhas pernas trementes. Abaixei-me na sua frente e segurei seu rosto. Eu o amava tanto. Minhas lágrimas desceram descontroladas por meu rosto.
_Oh! Rafa! Eu senti tanto a sua falta. _ minha voz estava embargada.
_Também senti a sua Helene. Mais do que pode imaginar. Nunca vou me perdoar pelo que fiz a você._ ele me aninhou em seus braços protetoramente. Como só ele podia fazer.
_Não pense assim. Você não teve culpa.
_Sim. Eu tive._ ele falou com a voz rouca que eu sentia tanta saudade_ Se eu tivesse levado a sério toda a história que meu pai me contava quando ele ainda estava vivo, estaria mais preparado. Eu reconheceria os sintomas que já vinha sentindo a muito tempo. O calor excessivo e o gosto maior pela violência. Eu não levei nada disso em conta. Achava tudo uma grande besteira.
_Helene!_ mamãe me chamou da varanda. Era longe demais para ela ver o que eu estava fazendo na escuridão, mas provavelmente ela sabia que eu não estava sozinha _Vai demorar ainda para entrar? _ ela não costumava me regular, mas eu tinha certeza que era a curiosidade que a estava consumindo. Ela não iria dormir antes de saber tudo o que estava acontecendo.
_Já vou mãe. _ Eu gritei. Sebastian se “materializou” do meu lado e Rafa me libertou de seus braços instantaneamente. O olhar para Sebastian era de animosidade clara.
_Voltarei no tempo certo Helene. Por enquanto tenha cuidado, por favor. _ ele me deu mais um abraço e se levantou, me levantando junto com ele.
_Você não pode ficar?_ pedi. Sebastian se moveu ao meu lado, mas eu ignorei.
_Ainda não. Mas eu volto, não se preocupe.
_Vamos._ Sebastian segurou gentilmente em meu braço. Rafa olhou com fúria contida em seus olhos e a mandíbula tensa. Fiquei apavorada. Se eles brigassem seria uma tragédia.
_Vá com ele._ Rafa disse entre os dentes. _ por enquanto. É assim que deve ser.
_Até logo._ eu fui capaz de dizer. Ele assentiu com a cabeça e foi embora._ Fiquei olhando ele se afastar por alguns minutos. Sebastian permaneceu silencioso ao meu lado. Toda aquela situação era muito estranha. Estranha não era a palavra. A palavra certa era bizarra. Depois de toda minha vida bizarra, eu consegui torna-la ainda pior. Suspirei cansada.

4 comentários:

  1. Luh, você sempre surpreendendo nao é ? Rafa apareceu novamente. Sebastian finalmente cedeu um pouco.. mas logo fugiu haha. Sempre de parabens amor, estou adorando acompanhar aqui a historia. Beijos (lari)

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    1. Ah Lari! Eu também estou adorando a sua companhia! Agora me diga, para quem você está torcendo hem?? rsrs Bjsss

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  2. estou torcendo para victor, eu acho, apesar de gostar bastante do sebastian e tambem do rafa. fica complicado, escolher um so nao é ? beijos (lari)

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  3. Será que ficaria muito chocante se ela ficasse com os três?? Brincadeirinha rsrs

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